Curiosidades

Você é contra ou a favor do aborto? Entenda os conceitos dessa polêmica

Há tempos o aborto é debatido de forma polêmica em nosso país, ele abrange aspectos religiosos, morais, éticos e jurídicos.

O aborto é caracterizado pela expulsão ou remoção prematura do feto, também conhecido como a interrupção da gravidez.

O aborto pode ocorrer de forma espontânea ou induzida, basicamente ele é a morte de um bebê ainda no ventre de sua mãe.

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Inúmeras causas podem provocar a interrupção de uma gravidez.

E recentemente uma decisão do Supremo Tribunal Federal provocou grande alvoroço entre os brasileiros.

O Supremo Tribunal Federal decidiu que a interrupção de uma gravidez até o terceiro mês de gestação não é um crime.

Para o ministro Marco Aurélio, criminalizar o aborto nos primeiros três meses de gestação é uma violação aos direitos fundamentais das mulheres.

O ministro ainda defendeu à igualdade de gêneros:

Está em jogo o direito da mulher de autodeterminar-se, de escolher, de agir de acordo com a própria vontade num caso de absoluta inviabilidade de vida extrauterina. 

Estão em jogo, em última análise, a privacidade, a autonomia e a dignidade humana dessas mulheres.

Hão de ser respeitadas tanto as que optem por prosseguir com a gravidez – por sentirem-se mais felizes assim ou por qualquer outro motivo que não nos cumpre perquirir –

quanto as que prefiram interromper a gravidez, para por fim ou, ao menos, minimizar um estado de sofrimento.

Vale ressaltar caber à mulher, e não ao Estado, sopesar valores e sentimentos de ordem estritamente privada, para deliberar pela interrupção, ou não, da gravidez.

Cumpre à mulher, em seu íntimo, no espaço que lhe é reservado – no exercício do direito à privacidade –,

sem temor de reprimenda, voltar-se para si mesma, refletir sobre as próprias concepções e avaliar se quer, ou não, levar a gestação adiante. Ao Estado não é dado intrometer-se.

Os tempos atuais, realço, requerem empatia, aceitação, humanidade e solidariedade para com essas mulheres. (…)

somente aquela que vive tamanha situação de angústia é capaz de mensurar o sofrimento a que se submete. 

Atuar com sapiência e justiça, calcados na Constituição da República e desprovidos de qualquer dogma ou paradigma moral e religioso,

obriga-nos a garantir, sim, o direito da mulher de manifestar-se livremente, sem o temor de tornar-se ré em eventual ação por crime de aborto.

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Apesar de todos os argumentos citados pelo Ministro Marco Aurélio durante a votação do Supremo Tribunal Federal,

a decisão acabou criando um grande descontentamento para inúmeras pessoas, que se opõem a legalização do aborto.

O que as mulheres precisam ter em mente é que tanto o aborto espontâneo quanto o induzido apresentam risco à sua saúde e necessitam de auxílio médico.

É evidente que uma gravidez não ocorre ao acaso, ela não é uma doença, por isso não pode ser contraída.

Mas a liberdade de escolha é um dos direitos básicos de todo o ser humano.

Então cabe à mulher e ao seu parceiro decidir o destino do feto.

E todas as vertentes dessa escolha devem ser minuciosamente analisadas.

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